O MUNDO DA CERVEJA ARTESANAL EM CASA

Quem somos, no que acreditamos

 

 

Olá, tudo bem?

Sou o Cléber Moisés da Silva, Sommelier de Cervejas, especialista em cervejas artesanais e Mestre Cervejeiro da Maltessencia.

Antes de dizer para você o que faz a Maltessencia, quero lhe contar um pouquinho da minha história.

 

Minha História

A Minha trajetória com cerveja caseira ou artesanal, remonta desde os tempos de criança, quando meu pai fazia sua cerveja caseira, e eu, desde que me lembro, o acompanhava. A expectativa sempre era o melhor, esperar a cerveja ficar pronta, uma cerveja preta, adocicada e pouco alcoólica. Lembro dos domingos, nos reuníamos na casa de minha bisavó, a matriarca da família, e nas tardes quentes do verão tomar cerveja caseira com rosca de polvilho feitas em forno de barro. Boas lembranças da infância!

 

Embora sejamos descendentes de portugueses, minha família teve um contato muito estreito com a cultura da colonização alemã ao se instalar no Morro da Pedra e Santa Cristina do Pinhal, Distrito de Taquara antiga Freguesia do Mundo Novo, Hoje a cidade de Taquara, Rio Grande do Sul no vale do Rio dos Sinos, tradicional região de descendentes alemães, cujas primeiras famílias haviam se instalado em São Leopoldo e se espalharam por toda a Região do Vale até a encosta da serra e serra gaúcha em direção a Canela, Gramado e Nova Petrópolis.

Mais tarde meu avô se muda para a cidade de Campo Bom, onde meu pai vem a nascer e que também é meu local de nascimento e ali também nasce a minha história com a cerveja caseira, pois no convívio com os descendentes de alemães minha família acaba absorvendo muito de seus costumes dentre o quais a arte de fazer cerveja em casa.

 

A lide de meu pai (Telmo Tiago da Silva) com a cerveja caseira e também a Sprite’s beer (Pronuncia-se spritsbeer) , um fermentado com gengibre e suco de frutas cítricas, foram o ponto de partida para a minha longa caminhada de pesquisa sobre cerveja.

Por vezes, lembro das espiadelas na lata de cerveja, que levava somente um pano de prato cuidadosamente alvejado por minha mãe e utilizado por meu pai para tapar a lata. O mosto, depois de fervido com o lúpulo era derramado em uma antiga lata de banha, que havia sido reciclada e cuidadosamente lavada para fazer uma cerveja (Foi ai que aprendi que a cerveja precisava amadurecer, hahaha). Três dias fermentando, a cerveja era engarrafada e ai era só esperar ansiosamente a hora de abrir para degustar.

 

Muitas vezes vi meu pai tomar banho de cerveja com alguma garrafa que estourava ou pela pressão do gás na garrafa, que fazia jorrar a cerveja para fora, enquanto minha mãe já esperava com uma jarra, afim de aproveitar ao máximo o que poderia, daquele liquido doce. Então sorrindo, se acampar na mesa conosco para uma boa refeição regada com a cerveja caseira. Nesta época não se deixava terminar a fermentação para engarrafar a cerveja, ai o motivo de estourar muitas garrafas e uma alta pressão de gás, que fazia a cerveja espumar ao abrir.

 

Lembro dos Natais da minha infância, quando a Dindinha (Dona Matilde), minha bisavó nos escalava, eu, meu irmão (Eder) e os primos (Beto e Jorge), para buscarmos folhas de bananeira que serviriam de forma para as roscas de polvilho mais maravilhosas que já comi na vida. Enquanto ela, minha mãe (Loreci Terezinha Gosmes Peixoto) e minha madrinha (Laurita) rodeadas por minha irmã (Telma) e minha prima (Joseila), preparavam saborosas bolachas de natal (biscoitos) num velho forno de barro. Quando chegava a hora da festa, havia a troca de presentes, e uma ceia com as guloseimas preparadas e uma cerveja, preta, doce e de baixo teor alcoólico (Naquela época  acreditávamos que era sem álcool, hehehe).

 

Nas nossas festas de natal, páscoa e aniversários da minha infância me recordo pouco de refrigerante, era muito caro, mas a cerveja caseira do meu pai, ou preparada pela dindinha ou ainda por meu tio (Domívio) sempre esteve presente, fazendo a alegria de quem provasse. Maravilhosas lembranças que o tempo não apaga.

 

A cerveja da minha infância, poderia ser chamada de “falsa cerveja”, ou “fermentado de lúpulo”, pois somente se fazia a fervura do lúpulo em flor com açúcar e caramelo de milho e se colocava para fermentar com fermento seco de pão. Porém, mesmo contra as convenções, prefiro chamá-la “Cerveja”. Ainda hoje quando vou à casa do meu pai ele costuma ter algumas na geladeira, saborosas e com gosto da minha infância.Fui crescendo e cada vez mais apaixonado por esta maravilhosa bebida. Ainda cedo comecei minhas pesquisas e estudos, mas sempre levando em paralelo com minha profissão de Analista de Sistemas.  Mas desde 1986 quando comecei meus estudos sobre cerveja, minha paixão pela cerveja artesanal foi intensificando.

 

Ainda em 1992, na cidade de Igrejinha/RS, fundei uma empresa que seria o embrião da Alquimia da Cerveja. Em 2009, já em Porto Alegre/RS, montei uma loja física, onde até o final de 2016 me dedicaria como Mestre Cervejeiro, atendendo cervejeiros caseiros de todo o Brasil. Mas todas as histórias, encontram suas encruzilhadas, no final de 2016, resolvi tocar meu maior projeto, um sonho pessoal.

Durante alguns anos venho pesquisando as cervejas feitas com o extrato de malte, o que me motivou a desenvolver receitas que facilitem o processo de fabricação da cerveja caseira. Com este objetivo, tenho o prazer de apresentar a Maltessencia, a essência da sua cerveja! ( www.maltessencia.com.br ). Um projeto inovador, que venho desenvolvendo desde março de 2017.

 

O propósito da Maltessencia está em atender o cervejeiro caseiro, exclusivamente com os Kits de Cerveja Caseira a partir de Extrato de Malte. Além das minhas tradicionais receitas de extrato de malte para ser lupulado em casa, temos também receitas com o extrato de malte já lupulado, visando facilitar ainda mais a vida do caseiro.

 

O site "Cerveja na Panela", nasce neste contexto, onde estarei trabalhando para divulgar novas receitas e maneiras facilitadas de processar sua cerveja em casa, pois meu intuito é que qualquer pessoa por menor conhecimento que tenha, pouco espaço ou poucos recursos possa fazer sua cerveja e compartilhar esse prazer com sua família e amigos!

 

Faça sua cerveja em casa, beba menos, mas beba melhor e com satisfação!

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Sobre o Mestre Cervejeiro

 

Cléber Moisés da Silva

Estuda cerveja desde 1986, formado como Sommelier de Cervejas pelo ICB - São Paulo e Instituto de Catas de Cervezas de Buenos Aires - Argentina.

 
Tel  51. 3468-5998

Whatsapp +55 (51) 9 9607-9056

Segunda à Sexta das 9:00h às 18:00hs

Rua Encantado, 874 - Matias Velho
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